CEANCAREL aposta na formação para aumentar a exportação
Quase com 30 anos a Ceancarel alcançou, ao longo da sua existência, um lugar de destaque no ramo da marroquinaria.
A aposta na modernização tem sido uma constante e hoje é uma empresa preparada para produzir com elevada qualidade. A globalização dos mercados e a concorrência, nem sempre leal, de produtores, sobretudo originários da Ásia, reforçou a aposta na excelência dos seus produtos e na necessidade de procurar e diversificar mercados capazes de absorver a sua capacidade de produção. Nesse sentido, a empresa está a apostar na formação dos seus quadros superiores, com vista a optimização da vertente exportação.
Aproveitando um projecto de formação, ao nível das pequenas e médias empresas (PME), dinamizado pelo Centro Tecnológico do Calçado de Portugal, alguns colaboradores receberam formação específica, contextualizada na área da exportação. A formação incidiu sobre os domínios das Técnicas de Vendas e das Línguas Estrangeiras.
Anacleto Costa e Carla Sousa afirmaram ao Jornal de Romariz, que a formação que estão a receber “tem sido muito positiva, porque permitiu reavivar conhecimentos e desenvolver capacidades na forma como apresentamos o produto que vendemos, ao mesmo tempo que vemos surgir novos clientes, a nível internacional.
As expectativas, neste domínio, são boas e começamos a diversificar os destinos e a nossa carteira de clientes (França, Noruega, Inglaterra, Alemanha, Angola, Holanda, África do Sul, entre outros)”.
A qualidade do design e do produto, a garantia vitalícia e o valor acrescentado do trabalho feito à mão são as características que distinguem os produtos desta empresa.
No âmbito deste projecto de formação, a empresa criou um projecto de Responsabilidade Social, que consiste na divulgação da sua actividade junto da comunidade local.
Num momento em que as novas gerações se afastam das profissões relacionadas com o fabrico do calçado e produtos afins, a empresa convidou as Escola EB1 e Jardim de Infância da região, a visitar as suas instalações e a apreciar o trabalho que aí se desenvolve. Os alunos puderam acompanhar as diversas fases da produção, desde a criação do desenho até à embalagem do produto final.
Anacleto Costa reconhece que neste momento o projecto de formação veio ajudar a cimentar e a reforçar a posição da empresa e admite que, em breve, possa ter necessidade de admitir mais funcionários (neste momento tem 21 empregados).
2009-07-30
Jornal de Romariz, Jul.09 |