Calçado reforça investimento na promoção externaCalçado reforça investimento na promoção externa

A associação tem tem previstas acções em 16 países, ao longo do próximo ano. Pela primeira vez, o sector aponta para mercados como a Líbia e a Síria. De notar que, desde 2007, a indústria investiu mais de 25 milhões de euros na promoção comercial externa. O sector pretende investir em força em feiras e exposições de plataforma mundial. No entanto, o destaque vai para uma aposta sem precedentes em mercados com elevado potencial de crescimento para as empresas, como são os casos do Brasil, da China ou dos Emirados Árabes Unidos.

Considera a APICCAPS que a indústria portuguesa de calçado se confronta, neste momento, com novos desafios. A concorrência internacional tende agora a estender-se para as gamas média e alta. É preciso não esquecer que hoje os equipamentos mais evoluídos estão disponíveis em qualquer parte do mundo. «Assim, as estratégias complexas, a capacidade de fazer, distribuir e vender diferente, a inovação e a dinâmica permanentes são as únicas formas de garantir a superioridade competitiva e têm como pressuposto a existência de uma visão cosmopolita dos mercados e do mundo.


Quanto às previsões das empresas, no que respeita à sua actividade nos próximos meses, verifica-se algum pessimismo. De facto, de uma maneira geral, os operadores de mercado antevêem evoluções negativas da produção, da carteira de encomendas e dos preços e, em consequência, uma degradação do estado dos negócios. O que faz com que as promoções externas se tornem um factor ainda mais importante na actividade das empresas. As empresas prevêem um reforço das dificuldades relacionadas com a insuficiência de encomendas de clientes estrangeiros e nacionais. Em contrapartida, deverá verificar-se o abrandamento das limitações ligadas ao abastecimento de matérias-primas. Em termos de emprego, as expectativas apontas para uma certa estabilidade no sector do calçado.


De referir ainda que a indústria do calçado exporta mais de 95% da sua produção, pelo que «a promoção nos mercados internacionais é absolutamente decisiva», argumenta a associação única do sector. Neste cenário, mais de 120 empresas participarão, ao longo do próximo ano, em acções promocionais no exterior, em colaboração com a AICEP e o apoio do Programa Compete.
 

Fontes:
AICEP, Vida Económica